Exame de fundo de olho

Exame de fundo de olho

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Ao se fazer uma fundoscopia, o oftalmologista tem acesso direto a uma estrutura interna ocular que permite visualizar e diagnosticar e, eventualmente, acompanhar a evolução de várias doenças sistêmicas.


S ão inúmeras as doenças que podem ser diagnosticadas através de um exame de fundo de olho: hipertensão ocular, arteriosclerose, diabetes, glaucoma, oclusões vasculares (tanto sistema arterial como venoso), nefropatias, tumores cerebrais e dezenas de outras.

Muitos equipamentos não exigem se dilatar plenamente a pupila e isto torna o exame mais confortável, não só entre os adultos mas também entre jovens e crianças. Aliás cabe salientar que a diabetes, com o crescimento de casos de obesidade, também tem aumentado em números expressivos entre os adolescentes. Vários pesquisadores afirmam que o diabetes tipo 2 alcança quase 50% de todos os novos diagnósticos entre pacientes desta faixa etária. Este fato faz supor que, se não diagnosticados a tempo e orientados adequadamente, no futuro vamos nos defrontar com um número cada vez maior de casos de cegueira por retinopatia diabética. De acordo com a Dra. Sylvia Wang, do Departamento de Oftalmologia da Universidade de Michigan, Ann Arbor, USA, tais exames não estão sendo realizados tanto quanto deveriam estar acontecendo.

 
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A foto acima retrata um fundo de olho absolutamente normal, com o nervo óptico (seta em azul), vasos arteriovenosos guardando seus aspectos normais (seta em verde), tecido retiniano e mácula (seta em vermelho) livres de quaisquer alterações.

 
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nesta outra imagem , o nervo óptico em grande aumento, revela um aspecto amarelado em sua porção nasal (seta em azul), o que pode sugerir danos a esta estrutura pela presença de glaucoma. Alguns exames são necessários para confirmar este diagnóstico, incluindo medida da espessura da córnea, campo visual, fotografia estereoscópica em 3D do nervo óptico, avaliação das fibras nervosas.

 
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Na terceira foto , vemos alterações típicas da retinopatia diabética, como hemorragias (setas em vermelho) e exudatos amarelados esparsos (seta em amarelo) na retina. A presença destes achados nos obriga a alertar o endocrinologista, o diabetólogo ou clinico geral para ajustar de forma mais intensa os medicamentos que o paciente usa para reduzir as chances destas alterações evoluírem para uma retinopatia proliferativa.

 
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Nesta imagem , o que vemos é a presença de um êmbolo (seta em azul) num ramo da artéria central da retina, que pode levar a uma perda súbita da visão. Nestes casos um tratamento imediato se impõe para evitar uma perda visual definitiva por conta de uma falta de irrigação prolongada das células fotoreceptoras da mácula.

Um retinógrafo de última geração permite fotografar em questão de minutos toda a retina do paciente, possibilitando o registro de eventuais anormalidades e ajudando a monitorizar o seu tratamento ao longo dos meses subseqüentes da doença sistêmica que gerou tais alterações.

 
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Retinógrafo de última geração