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Miguel Padilha toma posse na Academia de Medicina do Rio de Janeiro

E leito por unanimidade de seus membros, tomou posse no último dia 20 de outubro como Membro Honorário da Academia de Medicina do Rio de Janeiro o oftalmologista Miguel Ângelo Padilha, por ocasião da cerimônia festiva das comemorações de fundação da AMRJ, em 20 de outubro de 1997, no Auditório do Cremerj.

Membro Fundador e ex-presidente, por duas gestões, da Sociedade Brasileira de Catarata e Implantes Intraoculares e Membro do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa, em 45 anos de carreira médica o novo acadêmico acumulou um extenso currículo devotado ao ensino e difusão de práticas oftalmológicas que o tornaram alvo das homenagens agora lhe prestadas pela Academia. Ex-Titular de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da UniFOA de Volta Redonda, Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, professor do Curso de Pós-Graduação pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia em convênio com a Universidade Estácio de Sá. Membro do Hall of Fame Committee (2007-2012) da American Society of Cataract and Refractive Surgery, foi por ela agraciado com a ASCRS Honored Guest Award em 2009 na cidade de São Francisco, além de detentor de diversas outras medalhas e prêmios. Estes e muitos outros títulos e trabalhos fizeram parte do Memorial submetido à AMRJ para efeitos de eleição.

Em seu pronunciamento de posse, e diante de dezenas de membros daquela instituição, Miguel Padilha, ao abordar o tema do aumento da expectativa de vida do ser humano, chamou a atenção para o que se espera da medicina:


cabe-lhe estabelecer as condições de qualidade de vida em que esta longevidade deverá transcorrer e em que bases ela deverá ser consolidada de forma a oferecer nobreza para viver e dignidade para morrer. Como médicos, sabemos que nada mais somos do que consertadores do que a natureza vai, progressivamente, desmantelando. E a ciência, por mais que avance, enfrentará sempre desafios permanentes e crescentes!

E mais a frente:


são vários os temas que afligem a humanidade neste início do terceiro milênio, esse dito `admirável mundo novo` pleno de tantos avanços e conquistas de bens materiais mas, paradoxalmente, perdido em retrocessos éticos, discórdias, disputas, intolerâncias religiosas, beligerâncias, conflagrações. Estaremos, infelizmente, confirmando a frase cunhada pelo filósofo inglês Thomas Hobbes: Homo homini lupus (o homem é o lobo do homem)?

Fotos: Marlene Fonseca