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Miopia: cuidados

 

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que a incidência de miopia tem crescido ràpidamente nos últimos 30 anos, estimando que 23% da população mundial é portadora de miopia e projetando um aumento de 50% até 2050.


E nquanto nos Estados Unidos e Europa a miopia está presente em cerca de 50% de adultos jovens, nos países asiáticos este percentual se eleva para 90%!

Fatores genéticos estão na raiz do problema e todos sabemos que o risco de miopia é tres vezes mais elevado entre os filhos de pais míopes do que entre não míopes. Mas fatores ambientais também podem causar miopia.

Vários estudos parecem demonstrar que a exposição ao sol libera dopamina, o que contribui para reduzir o comprimento axial dos olhos (na miopia o globo ocular aumenta de diâmetro), na fase de escolarização das crianças. Trabalho de pesquisadores chineses realizado num grupo de crianças com 6 anos de idade, comprovou que 40 minutos de atividades escolares fora da sala de aula, foram suficientes para reduzir a evolução de quadros de miopia. De acordo com o Sydney Myopia Study observou que atividades esportivas praticadas sem exposição ao sol não eram tão saudáveis para os olhos quanto as praticados ao ar livre. E aí, a pergunta inevitável:


Mas como se proteger dos eventuais danos causados aos olhos pela irradiação ultravioleta?

Muitos pesquisadores concordam que tem que haver uma moderação nesta exposição. Nem sempre apenas a irradiação é nociva! Condições climáticas e geográficas também podem ser prejudiciais aos olhos. A recomendação é o uso de óculos com filtro UV A/B e bonés de tecido. Nunca se deve usar bonés de plástico. Saiba por que.

Outro fator está relacionado ao número de horas que um jovem passa lendo livros, usando smartfones, laptops, tabletes. Associado a fatores genéticos, tudo leva a crer que estas condições podem contribuir para este considerável aumento de miopia no mundo. Talvez por esta razão existam mais míopes entre jovens escolarizados do que entre analfabetos. Sem uma conclusão ainda definitiva, a World Society of Paediatric Ophthalmology and Strabismus aconselha a cada 20 minutos de leitura de perto, parar para focar imagens ao longe ( a mais de 6 metros = 20 feet ) por 20 segundos.

Alguns tratamentos à base de colírios especiais têm sido testados, principalmente em países asiáticos, bem como uso de lentes de contato rígidas durante a noite. Mas como ainda não se dispõe de resultados a longo prazo e se desconhecem todos os seus efeitos colaterais, por enquanto as recomendações são: manter os graus dos óculos sempre atualizados; procurar, com moderação e cuidados de proteção contra os raios UV A/B, se expor ao sol, principalmente na faixa etária entre os 3 e 6 anos; não exagerar na leitura de perto.