Síndrome do Olho Seco
Um desconforto bastante comum mas pouco identificado entres seus portadores, a síndrome do olho seco pode provocar desde prurido ocular até intensa sensação de areia nos olhos.
Nos Estados Unidos, cerca de 20% das consultas oftalmológicas são resultado de um distúrbio ocular denominado “olho seco” (dry-eye). Os pacientes se queixam de desconforto ocular, fotofobia, sensação de areia nos olhos, fisgadas nos olhos, secura ocular e, as vezes, vermelhidão ocular.
O exame ocular permite uma adequada avaliação das condições da superfície da córnea e quanto de lágrima os olhos produzem. Dois ou três testes específicos conseguem determinar se o paciente é ou não portador deste distúrbio e, dependendo da gravidade da doença, serão necessários uso de colírios lubrificantes, colocação de “plugs” nos orifícios lacrimais, ou administração de medicamentos que favoreçam o aumento da produção de lágrima. Também uma avaliação do estado geral dos portadores de “olho seco” será fundamental em certas condições, pois doenças sistêmicas como colagenoses (Síndrome de Sjöegren, lúpus eritematoso, artrites, etc) ou uso de certas drogas para hipertensão, ansiolíticos, antihistamínicos, podem estar na origem do problema.
Ficar em frente a telas de computadores por longos períodos também pode provocar o aparecimento de “olho seco”. Devemos nos lembrar que piscamos uma média de 16 vezes por minuto ... e muitas das vezes, frente aos computadores, esta média cai bastante, deixando a córnea muito mais exposta aos efeitos nocivos do excesso de evaporação da lágrima.
Diante de situações extremas de falta de lágrima, lentes de contato ou cirurgias refrativas poderão estar contraindicadas.
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