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Olho biônico: verdade?

 

Muito se tem ouvido falar em “recuperação visual de olhos amauróticos com implantes de olhos biônicos”. Será isto uma realidade? Ou pura fantasia? Nem uma coisa, nem outra.


A possibilidade real, ainda em estudos e avaliações, permite antever que num futuro não muito longínquo, a ciência e a tecnologia poderão restituir a visão, pelo menos parcialmente, a uma série de olhos comprometidos por doenças que acometem a retina. Experimentos já estão viabilizando o uso de implantes de chips intraretinianos que permitem aos portadores destas doenças perceberem imagens não muito nítidas e sem cor de objetos colocados à sua frente. É bem possível que, mais a frente, tais “retinas artificiais” possam ocupar espaços maiores dentro do globo ocular, possibilitando ganhar em nitidez a percepção de tais objetos e até “verem tais imagens coloridas”. Mas, por enquanto, tal sonho depende da integridade do nervo óptico, para que o impulso elétrico gerado nestas placas artificiais possam ser transmitidas até o córtex cerebral.


O próximo passo terá que passar, forçosamente, pelo aperfeiçoamento de um sistema que possa integrar a criação de um possível olho artificial com a capacidade de transmitir tais sinais luminosos ao cérebro.

Como isto poderá ser feito? Haveria algum outro caminho a ser percorrido pelo impulso elétrico? Poderia ser criado um sistema “tipo WiFi”? Da mesma forma que, através do contato de um objeto com a pele, se cria uma “sensação tátil” que o cérebro reconhece como um objeto rígido ... macio ... quente ... duro ... áspero ... liso ... quadrado ... circular ... isto poderia permitir esta “identificação” ser levada para a região do cerebelo onde se “formata” a imagem visual e esta acontecer?

São perguntas ainda sem respostas. Mas que, graças a tremenda velocidade das transformações tecnológicas que ocorrem a todo o momento, poderão gerar conhecimentos que trarão para a nossa realidade um sonho acalentado por milhares de pessoas cegas em todo o mundo mais cedo do que imaginamos.